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Anete Carvalho

Cores

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Venho escrever as cores...

amarelo que sei, vermelho que me quer, laranja que sorriu...

venho buscar as coisas que cantam, as letras que brilham.

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Papagaio Louro

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Vem aí o menino!

Tem cabelo alinhado e roupa alinhavada...

Mas o sol brilha em suas costas

como se fosse um pirilampo!

 

Ai, a menina!

Tem uma trança desfeita por pular

e dançar à roda...

quando desenhaste o arco-íris

deixaste ficar as estrelas, o sol, a lua, o branco das nuvens

e menino corre para que a menina sorria!

 

É kretcheu de criança...

soneto de menino que nasce e não se cansa...

canção de menina que desabrocha sem que chegue o luar...

 

papagaio louro...

a saia amarela dos pequeninos...

e tudo roda e roda e roda!

 

Brincar não dói!

Não dói... não dói....

 

Anete Carvalho

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Sou Menina

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Quando sou poema

sou crescida e sou menina!

Mas amanhã, quando for somente poeta,

vou sair por aí cantando para não entristecer...

 

Quero desenhar beijos e carinhos

como se fosse uma mãe...

 

Anete Carvalho

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O Poeta

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O poeta brinca comigo na página,

sublinha o arco-íris do meu lápis de cor ,

o poeta não boceja,

acorda de mansinho com o ronronar do gatinho.

 

Tenho um poeta...

Ele puxa um cordel

levantando o vôo das coisas que constrói!

Tenho um poeta

com chapéu de palhaço  e flor na lapela...

e poema, e sussurro

também rima!

 

Quando crescer

não vou querer ser poeta...

vou é ser lua para escutar todas as vozes,

para imaginar como é o sol da lua...

não a lua do céu da boca...

não a lua que tocamos!

 

Quando crescer

quero voltar a ser criança nos sonhos,

continuar a ser criança na alma e correr

e saltar e tudo poder fazer,

com gosto de poesia…

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Não Doi

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Olhe para os dias…

Parecem pequenas coisas quando apareces assim…

Um dia desses vou querer que escutes como eles passam quando não estás…

Parecem um ranger de portas velhas…

Mas fecho os olhos para sentir teu beijo na imaginação…

 

E hoje… ah, se hoje a lua não aparecer

Não vai doer, meu amor.

Não vai doer…

 

01/11/2011

Anete Carvalho

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Declaração de Amor

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Amo-te em desespero

para que o mundo acabe… para que não mais te veja ou toque…

Não resulta. Nunca resultou…

Aprisiono-me em nome de todas as coisas, em nome

deste bom senso ou coisa alguma…

Que importam as coisas quando posso ser poetisa,

quando posso amar tua pele entre estas lágrimas que matam?

Amo-te enlouquecida para poder ser tua lua… para poder ganhar um pedacinho

deste teu peito em aconchego…

Não! Em vão não amo…

Não podem os deuses deixar que tal amor fique em pune…

Não posso morrer sem ser tua lua, a metade de tudo quanto sejas tu…

Esmago tantos peitos… amarelo tantas folhas… finjo tantos amores…

Não que queira fingi-los.

Parece que te escondes dentro da alma, por entre o sangue,

nas entrelinhas da pele

ressurgindo quando pretendo gritar ao mundo que cativa não sou.

Pareces querer ser meu, aqui na imaginação, mas sei que doer custa-me a vida,

como sei que beijar teus lábios é recupera-la.

Porque é que voltas? Porque motivo inundas meus lençóis?

De que céu desces?

Pareces carregar todo o meu destino, todas as lágrimas e sorrisos e perco…

perco as forças, o compasso,

perco-me nestas sensações, neste querer sem medidas…

Rasgo o peito e choro…

choro por querer que fiques, choro por pedir que não venhas, choro

porque te vais embora… por não seres meu!

Que posso eu pedir? Que súplicas serão suficientes para que fiques?

Que joelhos deverei dobrar?

Não sei em que estado estou, mas sei

que posso ouvir-me daqui…

sei que posso ouvir minha própria prece, sei que posso escutar

meu próprio gemido de angústia e parecem ser séculos de amor…

Não pretendia sonhar que chegavas num cavalo branco ou

que trarias rosas vermelhas, muito menos que ajoelhar-te-ias aos meus pés…

mas aconteceu de ter tido esse sonho.

 

E amo-te assim para que o mundo acabe…

 23/10/2011

Anete Carvalho

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Teu Abraço

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Embaraço as palavras quando

falta-me teu abraço…

É que pareço deixar de ser musa

esta espécie de fada…

 

Embaraço, até mesmo, os anos

Se falta-me este teu ser que

aniquila qualquer desespero

que prospera entre as emoções

 

Anete Carvalho

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