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Aleluia

1

É deslumbramento !

Raios incandescentes de uma alegria

Que transborda do coração

E a música  dos dias fluindo

Da harpa do vento.

 

 

 

2

Vendaval ou Alegria

 

 

Se a madrugada padece

Como a parturiente

É porque esta alegria contida

E´ esperança de um novo ser

Que venha  apregoar o amor e a paz.

 

 

3

Amor

 

É de mãos dadas

Que se  constrói o império do amor

A sua catedral dois corações unificados

A pureza e a leveza de olhares cruzados.

 

 

4

Paciente

 

 

Reclina a cabeça

E mergulha fundo no pensamento teu

Feito de ardor e coragem.

 

 

5

Súplica

 

 

Não quero a voz  tolhida  do silêncio

Só quero a  vibração das palavras

O calor do inferno no teu abraço fraterno

Sempre fraterno e sempre humano

 

 

6

Deuses

 

 

Emergem da minha consciência

Os deuses e os seus poderes

Que me resgatam

Do fundo deste poço de angustia.

 

 

7

Princesa Encantada

 

 

Basta tocar as duas mãos

Sobre a minha fronte

E terás  a luz que procuras

E terei a liberdade que me deste

Num  gesto  de amor

 

 

8

Perseguição

 

É desta guerra que vou sobrevivendo

Guerreiro incauto a procurar a paz

Perdida  no oásis de esperança

 

 

9

Ferida

 

 

Dói de verdade.

Coração em chaga

E o poeta perscruta os dias

Que hão de vir

E doloroso é saber que tudo será água salgada para matar a sede

 

 

10

Passarinhos

 

Libertos da solidão

Cantam com a luz da alegria

E o sol  é amparo nos dias nevoentos

 

 

11

Bosque

 

É ao fim do bosque

Que se ouve a canção da madrugada

É ali que as aves de amor

Beijam ao sol doirado

Da infância que se renova

 

 

12

Filho

 

 

Se a madrugada tardar

Teu pai  partir

Não chores

Colha a herança dos frutos

E saiba rir em  cada manhã

Assim terei o repouso merecido á sombra do meu último desejo

 

 

 

13

Herança

 

 

 

 

 

 

 

 

 

14

Tranquilidade

 

Já não sopra o vento.

As raízes bailam na tranquilidade.

Agitados dias caíram na acalmia  eterna

Ébrio foi o gesto que moldei a estátua da tua ausência.

Tão corpórea a tua presença, poesia é agora sentir-te como sombra

Do tamarindeiro da minha infância.

 

 

15

Vitória

 

Sou atleta que da sombra nunca foge.

Por coerência tenho por companhia  a imagem de mim

E sou solidário, e sempre recuso a moeda das traições.

Convencido de que estou sempre certo

Dou às pombas de comer na palma da mão

Os grãos da misericórdia

 

 

16

Solidariedade

 

Nunca quis  abater uma árvore.

Sua sombra, sua seiva, seu lenho

Serventia  dos dias que vivi.

E porque agora  a tentação desta traição

Se o Outono já pinta a trajectória daquilo que fui?

 

 

17

Fidelidade

 

 

Dou-te os beijos da madrugada

E  na almofada da ternura canto versos para te endoidar

E o que querias  mais, se a vida já este desencanto de não me reconhecer?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

18

Encalhe

 

 

Navio de sonho encalhado

À soleira da praia.

Soltas as  velas da esperança

Para onde se vai dar navio de viagem impossível

Sejas ao menos a esperança que se renova

Com a seiva  desta evasão que me  enlouquece

 

 

 

19

Sonho

 

Por demais sonhar

Quis abraçar os jardins suspensos de Edén.

A maçã  era verde, e o pecado maior.

Se se provar morro, se recusar peco.

Entre a morte e o pecado construí os dias

 

 

20

A Ponte

 

Faltava –me coragem. Suicida que sou atravessei a ponte

E cantando orando e rindo

Matei a morte que era minha

Ao meio da ponte da minha hesitação

 

 

21

Do Outro lado

 

É a mesma coisa. Gaivotas loucas de amor

Mendigos de pão impossível

Prostitutas sem prostíbulo.

Holanda morreu dentro de mim

Porque era apenas uma ilusão

Do outro lado da ponte.

 

 

22

Serenata

 

Que segredos a noite guarda no seu seio?

Frutos amargos dos dias sem sol

Ou raízes   da madrugada  por inventar…

 

 

23

Beijos

 

Um beijo é um fruto. Saboreia-o.

E o primeiro é sempre a seiva  que brota de uma alma pura.

Quem nunca beijou.. que seja capaz agora de beijar as chagas de Cristo.

É um gesto  de infinito amor.

 

 

24

Recusa

 

Não. É  este o  gesto que  desmereço.

Mas nos escolhos da vida, um pedinte não pode escolher.

 

 

25

Madrugada

 

Flores para o meu sepulcro são colhidas aos olhos da madrugada

Epitáfio escrita com as tintas da pulsação dos dias que amei sem ser amado

Comentários  

 
-1 #1 vicente ricalo 19-11-2011 00:16
Lindo poema.
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